Atendendo a pedidos, vamos falar do que aconteceu na segunda noite do mais festival de música independente de Minas Gerais, o Jambolada.
No terceiro round tivemos os cariocas do Super HI-FI, que tocando um rock sarcástico, distorcido e em português, a banda foi abrindo seu espaço e em pouco tempo foi desenvolvendo seu trabalho. A influência é simples, rock clássico e pesado: Motorhead, AC/DC, Black Sabbath, White Zombie e Metallica. Os integrantes são: Perronex (guitarras) Don Gralha (baixo) e Caetano, bateria. Lembra muito Matanza.
Depois dos tivemos os mineiríssimos do Estrum´n´tal que mandaram muito bem com fazendo um som totalmente estrumental. Já tocaram em vários festivais expressivos. Seu primeiro disco, intitulado Surfme'n'tal, foi lançado mundialmente em 2002, pela gravadora californiana Golly Gee Records, obtendo uma repercussão bastante significativa no circuito independente americano e europeu.
Logo após subiu ao palco o pessoal do Dead Smurf com sua inreverência misturado com muito punk, hardcore, heavy metal e rock. Além dos eventos normais em suas apresentações tivemos uma corda da guitarra do Jão e a molhadeira que o Alliss aprontou no palco. Bem.. depois da quebradeira total do Dead Smurf, tivemos a presença do Astronautas. A banda é uma das mais
premiadas e renomadas da cena independente na atualidade. Com variadas sonoridades e informações em seu trabalho, suas influências são muitas: rock + tecnologia + ficção cientifica + musica eletrônica + Isaac Asimov, sempre sintetizando todos os elementos e criando a sua própria identidade sonora e visual. Atualmente, os Astronautas estão em fase de divulgação de seu mais recente trabalho,"O AMOR ACABOU!", gravado este ano.
Entra então no palco do Jambolada a banda Supergalo de DF com uma mistura de polular song, blues e punk.. Um som bastante estigador e com muita energia que geralmente representa as bandas da capital brasileira.
Chegou a hora dos Superguidis uma banda gaúcha influenciados pelas bandas independentes dos anos 90, cantando letras simples e despretenciosas. Resumindo: banda de garagem + sonoridade pop. Pronto!!!Pô .. eu estava esperando esta bando, afinal são da terrinha (uberlândia) e tenho um amigo que toca nela. Pra tentar expressar o que representa a banda, copiei o texto de um documento disponibilizado pela organização do Jambolada
que descreve a galera do Antena Buriti: A banda Antena Buriti é composta por Armando Abolição, Luiz Vermelha, Abstêmio BG e DJ Enforcado, militantes da linha de frente da rebelião estética do Terceiro-Mundo-Milênio. Sua proposta sonora é o Anarco-Pop, procedimento caótico em que misturam jazz, funk, reggae, congada, folia de reis, punk, ska, progressivo, moçambique, drum’n’bass, samba, trash-metal, rap, disco, macumba, entre tantos outros, se encontrando permanentemente antenado e aberto a tudo o que vier. Suas letras abordam a miséria e as riquezas do Sertão da Farinha Podre, região do cerrado mineiro.Tava chegando a hora, e galera estava eufórica para ver o grande headline da noite: Nação Zumbi. O grupo pernambucano surgiu a partir do movimento manguebeat, na década de 90, acompanhando o cantor e compositor
Chico Science. Com ele, a Nação Zumbi gravou dois discos, "Da Lama ao Caos" (94) e "Afrociberdelia" (96), conquistando fama no Brasil e excursionando pelo exterior. Após a morte de Science, os integrantes da Nação Zumbi continuaram o trabalho. O show foi o show.. (apesar de que no meu ponto de vista, os caras estavam fora do escopo de festivais de música independente). Lúcia Maia (guitarrista) mostrou o motivo de ser considerado um dos maiores guitarristas tupiniquim com nada mesmo que 12 pedaleiras (isso só que eu consegui contar...). Tá, eles são bons, porém atras dos palcos os pessoal não se comportou bem e tiverem camarim e área de circulação exclusivo e isso me deixa irritado. ESTRELINHAAAASS!!Se o IBOPE continuar alto desta forma (1 comentário a cada 5 post) eu vou colocar sobre o terceiro dia do festival, pois esse foi o mais expressivo dos 3 dias...
Falei sobre o que mesmo?!? Eu fui.., Jambolada, Música Independente, Rock, Show
Dia 14/09 - Sexta Feira (Primeiro Dia)
A primeira banda foi a mineira Vandaluz (Vane Pimentel - voz e poemas, Cassinho Peres - v0oz e gaita, Nilo Fonseca - guitarra, violão e vocal, Alan Delay - baixo e vocal, Ciro Nunes - bateria, flauta e vocal e Bruno Fontoura - teclado) exibindo um rock experimental com letras sobre críticas sociais e vestimentas estilo jesuítas. (www.myspace.com/osvandaluzJá no segundo round tivemos, os também mineiros, AcidoGroove que foram os vencedores do
Prêmio Toddy de Música Independente (2007) na categoria "Revelação". O AcidoGroove é da cidade de Uberaba e tem somente 2 anos de existência. O Acidogroove é formado por Fred Pinheiro (vocal e guitarra), Fábio Meirelles (bateria e voz), Guilherme Brasil (guitarra e voz), Fredi Baptista (teclado, escaleta e voz) e Cláudio Neto (baixo). Com músicas extremamente "úmidas" e letras, instrumental e vocal de qualidade (percebe-se influencias de Mutantes, Secos e Molhados...)A terceira banda (diretamente da capital Mineira) foi o PROA (Punk Rock, Oldies e Afins) que chegou com um repertório 100% instrumental. Agregando ao seu estilo um turbilhão de ritmos, timbres e ambiências, como polca, funk, drum´n´bass, miami bass, jazz, bossa e new wav e surf-music (eles tocam muitas trilhas sonoras e músicas de desenhos animados, programas de TV e propagandas). www.myspace.com/proabrasil
Após uma qualidade acima da expectativa (foi o que eu ouvi nos bastidores) mostrada pela trupe
do PROA tivemos ainda mais mineiros - Falcatrua. O que posso dizer é: circo, teatro, cinema, tudo isso mesclado ao bom e velho rock n’ roll e o novo pop (passando por samba, jazz e fox). Eles lançaram, neste ano, o primeiro CD “Falcatrua e o Pau-de-Arara Espacial” com notórias apresentações no Rio de Janeiro e Belo Horizonte. www.myspace.com/falcanice
No quinto roud tivemos o pessoal do Juanna Barbera apostando em ritmos inusitados, climas densos e baladas sujas, mesclando ao rock n’ roll, samba, blues, baião, maracatu, além da tradicional pegada mariachi, herdada de sua terra natal, Uberlândia. Suas letras exploram temas irônicos e críticos, sem perder a veia poética e o nonsense.As 3 horas da manha (com um atraso de quase 5 horas) entra no palco o headline da noite, Tom
Zé. Com discursos políticos e sociais incendeia a platéia com suas declamações poéticas e irônicas (chega a pedir ao público que fiquem calados para que ele possa fazer suas observações sobre a beleza da vida de alguns e a desgraça do sertanejo que precisa prostituir a filha de 10 anos para ter o que comer). Compositor, cantor, arranjador e ator, Tom Zé é uma das figuras mais originais e controvertidas da MPB. www.myspace.com/tomzefrombrazilApós uma grande euforia das pessoas que foram até o festival verem o Tom Zé, entra no palco a banda Los Porongas do estado do Acre. A banda firmou seu trabalho autoral na cena
independente nacional e tem sido apontada pela crítica como uma das novas revelações do rock brasileiro. Com uma linguagem que funde o regional e o universal. O quarteto formado por Diogo Soares, Jorge Anzol, Márcio Magrão e João Eduardo, reúne qualidade instrumental, inteligência poética e shows eletrizantes. Seu novo CD, Auto-intitulado, tem sido muito bem recebido pela crítica especializada, obtendo destaque em veículos como Folha de São Paulo, Estado de Minas, Programa Alto-Falante, entre outros.Expoente de uma geração que vem transformando a cena independente a partir de Cuiabá (MT), o Vanguart circula todo país mostrando o seu folk-rock inspirado, com arranjos simples e efici
entes. A banda é formada por Hélio (voz, violão-folk, gaita), Reginaldo (baixo e voz), o canadense David Dafré (guitarra), Luis Lazzaroto (teclados e vocais) Douglas Godoy (bateria). Com vários singles e Ep’s gravados, o Vanguart tem influências de bandas como Beatles, Bob Dylan, Nick Drake, Velvet Underground e Neil Young. Essas influencias ficam claramente expostas em suas baladas e músicas cantadas em inglês. www.myspace.com/vanguart
Na penúltima apresentação da noite o pessoal do Porcas e Borboletas com a sua presença de
palco performática e marcante. Além de tocar, se divertem sem calibrar a dose de piruetas e bom humor. Gravaram seu primeiro disco, “Um Carinho com os Dentes”, com a produção de Alfredo Bello (Projeto Cru) e participações de Arnaldo Antunes, Simone Soul (Mutantes), Mauro Motoki (Ludov), Luiz Gayotto e Carlos Zhimber. No fim da noite (antes da ultima banda entrar) foi anuciado que o grupo estava entre as 15 melhores bandas de MPB escolhidas por um júri (Lucio Maia, Emir, João Marcello Bôscoli, Tom Zé, Dagoberto Donato e Carlos Eduardo Miranda) com grande nomes da produção musical brasileira e a revista ÉPOCA. (veja a notícia aqui).
Já eram quase 5 horas da manha, quando entra no palco aquela figura andrógena!!! Na contramão do rock despojado dos anos 90, os paulistas Daniel Belleza e os Corações em Fúria a
rmam um espetáculo a rigor. O visual é valorizado com roupas andróginas, luzes soturnas, projeções e performances arrebatadoras. Daniel Belleza comanda os vocais com suas canções de amor cantadas aos berros e é acompanhado por Johnny Monster (Guitarra) Rangel (Baixo) e Jeff Molina (Bateria). Eles têm a influência regional da Geração Nordeste do fim dos anos 70, mas a roupagem musical é o glam-punk, um rock glitter no melhor estilo fashion e barulhento de David Bowie, T-Rex ou New York Dolls.Esse foi o cenário do primeiro dia do Jambolada 2007. Durante a semana estarei falando sobre os outros 2 dias do maior festival de música independente do estado de Minas Gerais.
Créditos Fotos: Henrique Pimenta (esse que vos fala) com excessão da foto do Daniel Belleza e Corações em Fúria - retirado do site Dynamite Online


